Chileno tenta roubar a cena entre brasileiros no WQS de Ubatuba

Manuel Selman é o único estrangeiro entre os 24 surfistas que seguem na briga pelo título da etapa cinco estrelas da divisão de acesso mundial

Chileno Manuel Selman no WQS de UbatubaChileno Manuel Selman no WQS de Ubatuba
(Foto: Daniel Smorigo/ASP)

Dos 24 surfistas que seguem no WQS de Ubatuba, apenas um não fala português. O chileno Manuel Selman é o único estrangeiro entre os que continuam na corrida pelo título da etapa cinco estrelas da divisão de acesso mundial, na Praia de Itamambuca. Nesta sexta-feira, ele passou em segundo no duelo vencido pelo local Marco Aurélio.

Selman enfrentou três paulistas na penúltima bateria. Entre eles, o também ubatubense Odirlei Coutinho, que venceu duas etapas a etapa local do Circuito Brasileiro. O guarujaense Heitor Pereira se despediu.

- Foi bem difícil a bateria. As ondas estavam muito inconsistentes e tive que ter paciência para esperar as melhores. É bem complicado surfar contra os brasileiros aqui. Eles conseguem surfar bem qualquer tipo de onda, as pranchas que usam são muito boas nessas condições – disse Manuel.

Uma das principais baterias desta sexta-feira reuniu o atual campeão brasileiro, o cearense Messias Félix, e o cabofriense Victor Ribas, ex-integrante da elite mundial. Messias venceu, e o catarinense Raphael Becker levou a segunda vaga. Victor Ribas e Dede Suryana, da Indonésia, foram eliminados.

- Bateria acirrada com atletas de alto nível, mas consegui pegar boas ondas no começo e depois ainda troquei minha nota mais baixa para passar em primeiro de novo – disse Messias Félix.

Baterias da fase com 24 surfistas:

1. Messias Félix (BRA), Robson Santos (BRA), Greg Cordeiro (BRA)
2. Renato Galvão (BRA), Raphael Becker (BRA), Luciano Brulher (BRA)
3. Danilo Costa (BRA), Caetano Vargas (BRA), Eric de Souza (BRA)
4. Saulo Junior (BRA), Rudá Carvalho (BRA), Denis Tihara (BRA)
5. Pedro Henrique (BRA), Halley Batista (BRA), Alan Saulo (BRA)
6. Simão Romão (BRA), Franklin Serpa (BRA), Gustavo Henrique (BRA)
7. Ricardo Ferreira (BRA), Caio Ibelli (BRA), Marco Aurélio (BRA)
8. Manuel Selman (CHI), Charlie Brown (BRA), Jessé Mendes (BRA

sábado, 8 de maio de 2010

Hannes Arch domina treino livre do Mundial de Corrida Aérea desta sexta

Vice-campeão de 2009 supera Paul Bonhomme e faz a volta mais rápida

Por Igor Christ Rio de Janeiro


air raceO austríaco Hannes Arch faz o melhor tempo dos
treinos livres desta sexta-feira (Foto: Divulgação)

O austríaco Hannes Arch dominou o primeiro treino livre do Mundial de Corrida Aérea desta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Com o tempo de 1m20s00, o vice-campeão de 2009 liderou a atividade, que teve o britânico Paul Bonhomme apenas 17 milésimos atrás. O também britânico Nigel Lamb marcou o terceiro tempo (1m21s76).

Michael Goulian (EUA), Nicolas Ivanoff (FRA), Matt Hall (AUS), Alejandro Maclean (ESP), Dolderer Matthias (ALE), Peter Besenyei (HUN) e Kirby Chambliss (EUA) completaram o grupos dos dez melhores na manhã desta quinta.

- Estou muito feliz. Nossa equipe tratou o treino como um dia de corrida. Queria ver o que eu era capaz de fazer no circuito. E, obviamente, tudo correu bem. Ontem, eu estive um pouco mais lento e hoje realmente precisei dar tudo - disse Arch, após o treino.

O segundo treino livre desta sexta já recomeçou. Os 14 participantes vão entrar em ação no Aterro do Flamengo na última atividade antes do treino classificatória de sábado.

Confira os tempos final do primeiro treino livre desta sexta:

1) Hannes Arch (AUT) - 1m20s00
2) Paul Bonhomme (GBR) -1m2017
3) Nigel Lamb (GBR) - 1m21S76
4) Michael Goulian (EUA) - 1m21s98
5) Nicolas Ivanoff (FRA) - 1m22s12
6) Matt Hall (AUS) - 1m22s24
7) Maclean Alejandro (ESP) - 1m22s88
8) Matthias Dolderer (ALE) - 1m23s42
9) Peter Besenyei (HUN) - 1m23s64
10) Kirby Chambliss (EUA) - 1m25s10
11) Sergey Rakhmanin (RUS) - 1m25s85
12) Yoshihide Muroya (JAP) - 1m27s49
13) Martin Sonka (TCH) - 1m29s41
14) Pete McLeod (CAN) - Desqualificad

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pilotos que disputarão a Air Race são apresentados sob forte calor no Rio

Os 15 competidores que voarão no próximo fim de semana falaram com a imprensa no Aterro do Flamengo. Sem avião, brasileiro não competirá

Foram apresentados oficialmente nesta quarta-feira, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, os 15 pilotos que disputarão, nos dias 8 e 9 de maio, a etapa brasileira da Air Race, o campeonato mundial de acrobacias aéreas. O brasileiro Adílson Kindlemann, único latino americano a participar da categoria, não competirá. Sua aeronave não foi reconstruída após o acidente sofrido em Perth, na Austrália, em março. A reconstrução de um avião utilizado na Air Race dura cerca de três meses.

Agência/Getty Images

Os 15 pilotos que disputarão a etapa brasileira do Air Race no Aterro do Flamengo

Sob forte calor, os pilotos foram apresentados pelo CEO da categoria, Bernd Loyd. Para o dirigente, a etapa do Rio de Janeiro é uma das mais atraentes da categoria, e que atrai mais público.

- Em 2007 foi um espetáculo no Rio com mais de um milhão de pessoas, e sabíamos que este era um lugar para onde certamente voltaríamos. O que posso dizer é que vai ser uma grande experiência para quem assistir, seja na terra, no ar ou pela televisão.

Para o inglês Paul Bonhomme, campeão mundial de 2009 e que venceu no Rio de Janeiro em 2007, o público carioca o impressionou.

- Estou esperando uma disputa muito difícil, mas espero ganhar novamente aqui no Brasil. É muito legal quando você sai do avião e vê a quantidade de pessoas que estão assistindo à disputa.

Alçarão voo no próximo fim de semana os pilotos Paul Bonhomme (GBR), Nigel Lamb (GBR), Hannes Arch (AUT), Matt Hall (AUS), Pete McLeod (CAN), Peter Besenyei (HUN), Kirby Chambliss (EUA), Matthias Dolderer (ALE), Michael Goulian (EUA), Nicolas Ivanoff (FRA), Yoshihide Muroya (JAP), Alejandro Maclean (ESP), Sergey Rakhmanin (RUS) e Martin Sonka (TCH).

O brasileiro Adílson Kindlemann, que mostrava-se um pouco desapontado por não poder competir diante de sua torcida, espera voltar a entrar em ação em breve. Mesmo fora da competição, Adílson preferiu comemorar sua presença na etapa brasileira, ainda que em terra firme.

- Estou feliz por estar aqui, são e salvo, e estarei me preparando para voar aqui no Rio novamente - disse o piloto, mesmo sabendo que a capital fluminense ainda não foi confirmada como sede de uma das etapas do Mundial de 2011.

A Air Race acontece neste sábado e domingo, a partir das 10h (de Brasília) e terá transmissão do SporTV e da TV Globo, dentro do Esporte Espetacular.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Kindlemann: 'Estou feliz por estar vivo e frustrado por não poder competir no Rio'

Piloto brasileiro fala sobre seu acidente na Austrália, e diz ver um lado bom no ocorrido, por ter testado toda a estrutura de segurança da Air Race

Igor Christ Rio de Janeiro

O brasileiro Adílson Kindlemann sendo resgatado após o acidente na etapa de Perth, na Austrália

O piloto brasileiro Adílson Kindlemann, da Air Race, afirmou em entrevista coletiva na manhã nesta quarta-feira, no Aterro do Flamengo que, apesar de estar triste por não poder participar da etapa do Rio de Janeiro do Mundial da categoria neste fim de semana, sente-se feliz por ter podido testar aspectos de segurança e do seu treinamento de sobrevivência em caso de acidentes. O avião de Kindlemann caiu na etapa de Perth, na Austrália, em março, e ele, mesmo tendo se recuperado fisicamente, não competirá neste fim de semana por seu avião não ter sido reconstruído a tempo.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista do piloto brasileiro:

Recuperação do avião

- Infelizmente não houve tempo suficiente para conseguir preparar um avião novo, pois existe toda uma parte burocrática de procedimentos que não foi possível antecipar após o acidente.

Balanço do acidente em Perth

- Apesar de tudo, foi uma história boa. Tudo foi testado a estrutura da Air Race, do avião e do meu treinamento em gerenciar uma situação crítica também. Mas eu estou aqui inteiro, e isso é muito bom.

Sentimento por não competir no Rio de Janeiro

- É uma grande frustração, mas também tem um pouco de felicidade, pois eu estou aqui, vivo. Mas é mais frustrante, porque a etapa do Rio de Janeiro fazia parte de um projeto de vida, e da minha trajetória de preparação como piloto. Agora eu estou aqui, mas não tenho avião. O importante é que a nossa equipe vai se reerguer para a próxima etapa, na Alemanha.

Torcida

- Eu vou assistir por terra a todos os voos, e ficarei ao lado dos meus amigos, conferindo tudo. É difícil falar sobre quem vou torcer, pois me dou bem com todos os pilotos. Portanto, que vença o melhor

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Na F-2, Ricardo Teixeira escapa ileso de decolagem em Marrakech no domingo

Angolano acerta traseira do carro de rival, voa, mas tem sorte na queda
http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,40302436-EX,00.jpg
O angolano Ricardo Teixeira escapou ileso de uma espetacular decolagem na segunda corrida da Fórmula 2 no circuito de rua de Marrakech, no Marrocos. O piloto, que vinha de seu melhor resultado da carreira com um quinto lugar no sábado, acertou a traseira do carro de Ivan Samarin, voou e acertou o muro. Por sorte, o veículo caiu na posição normal.
- Foi meu primeiro grande acidente e foi muito estranho - diz Teixeira, em entrevista ao site da revista inglesa "Autosport"
Teixeira tentava ultrapassar Samarin na longa reta de Marrakech, na freada de uma das chicanes. O russo tentou fechar a porta e pisou no freio. O angolano não teve como evitar o choque. Seu carro passou por cima do rival e de mais outros três pilotos.

- Tive uma boa saída e tentei a ultrapassagem, mas ele fechou a porta e freou. No primeiro momento, fiquei irritado, mas notei rapidamente que estava voando. Olhei para baixo e vi os carros. Quando vi que ia cair, cruzei os braços e esperei a pancada, mas não foi tão ruim. Não fiquei com medo, mas a sensação é estranha.

a/Divulgação

Ricardo Teixeira no circuito de rua de Marrakech poucos minutos antes do espetacular acidente

Este foi o primeiro susto da Fórmula 2 desde o acidente fatal de Henry Surtees, em 19 de julho do ano passado. Na ocasião, o inglês foi atingido no capacete pela roda do carro de outro piloto e não resistiu aos ferimentos. Na batida de Teixeira, as rodas de seu carro permaneceram no lugar, apesar do impacto.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Em 'Big Brother', Slater busca brechas de tranquilidade antes da 'prova dos dez'

Acompanhado de perto por câmeras, americano terá trajetória transformada em filme caso conquiste o décimo título do Circuito Mundial em 2010

Divulgação/GLOBOESPORTE.COM

Observado por seguranças, Slater ajuda um fã e tira, ele mesmo, uma foto durante o Mundial de Imbituba


Aos 38 anos, Kelly Slater não acredita mais quando lhe pedem para tirar uma foto ou responder uma pergunta. O surfista número 1 do mundo sabe que nada para por aí. E, em um ano em que pode conquistar o décimo título mundial e, quem sabe, se aposentar, o assédio aumenta. Beira o insuportável. Ao lado das sempre presentes câmeras, uma em especial o acompanha de perto. Se for campeão na "prova dos dez" - em 2010, dez títulos e o lendário prêmio de US$ 10 milhões (quase R$ 18 milhões) prometido por seu patrocinador -, o americano terá sua trajetória transformada em filme, assim como em 2005, quando foi hepta.

- As pessoas sempre falam que é só uma pergunta, só uma foto. Mas nunca é - explica ele, tentando ser simpático.

Slater vive em constante clima de Big Brother. E, em suas passagens pelo Brasil, a situação é sempre levada ao extremo. Tenta, como pode, fugir dos holofotes. Quando não está na água, procura os cantos para não ser prontamente reconhecido pelos fãs. Às vezes, usa boné ou mesmo o capuz do casaco para esconder a careca e, talvez, ser confundido no meio dos outros 44 atletas que tentam impedi-lo de ser campeão. Pouco adianta.

Slater tenta passar despercebido antes de competir na etapa de Imbituba do Mundial

Mas o maior surfista do mundo sabe que, vez ou outra, é preciso sacrificar a privacidade. Durante a etapa brasileira do Circuito Mundial, em Imbituba, Santa Catarina, ele deixou a área de atletas e foi duas vezes até o público para dar autógrafos. Numa delas, levou sua prancha reserva para que os fãs assinassem nela seus nomes. A câmera, operada por um dos funcionários da empresa que o patrocina, estava ali, gravando tudo.

Depois de perder a final para o brasileiro Jadson André e ver, finalmente, as atenções irem para outra direção, Slater enfim pôde relaxar um pouco. Bebeu a cerveja oferecida pelo patrocinador do campeonato e assistiu ao concurso que elegeria a musa do campeonato. Foi a hora de ele tirar sua câmera do bolso. Queria registrar as mais belas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Jadson e Slater comemoram vendo concurso de musa do campeonato

Gabriele Lomba/GLOBOESPORTE.COM

Jadson vira juiz em concurso de musa

Campeão da etapa brasileira do Circuito Mundial, Jadson André trocou de função e virou juiz quando saiu da água. Ele julgou o concurso de musa do campeonato. Vice, o americano Kelly Slater não quis se comprometer com o julgamento, mas fez questão de assistir a tudo bem de perto e fotografar as preferidas.

- Mais difícil é assistir ao lado dessa daqui - disse, referindo-se à musa do ano passado - Dei nota 10 para todas.

Campeão vira juiz, mas diz que deu nota 10 para todas as candidatas

http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,40281162-EX,00.jpg

sábado, 1 de maio de 2010

 
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